Primeira Vista
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Se à primeira soubesse que Valhalla
precedera do café no carinho,
reveladora noite na briga,
manhãs sem beija-flor e tudo mais...
Te beijaria com tanta paixão
que você diria “que beijo bom”
a um estranho que entraria,
sorrateiro, por sua porta na noite.
Que te olharia, te despindo:
roupas, pele, ego e mente,
até encarar a sua alma
e descobrir um tesouro.
E ficarias muito tímida
por tamanha intimidade,
que preferirias estar apenas nua,
revelando apenas o óbvio: que és linda.
Que te levaria para passear dentro dele,
no aconchego do seu céu,
ou em tardiamente revelados
vales com ventos de melancolia.
Contra o risco do tempo,
confiaria ao acaso o reencontro,
à vida, os tantos reencontros,
e a nós, o encanto.
Até que, exaustos, concluiríamos:
a gente não sabe de nada.
Mas nos confortaríamos:
“Estou aqui”.
Se à primeira soubesse,
te beijaria com tanta paixão,
mas com tanta calma,
que tudo seria igual.
Vini